100 anos depois da sua morte Gravatá esqueceu Cleto Campelo

Foi lembrado no Brasil inteiro e aqui, nem uma coroa de flores

A história do Tenente Cleto Campelo me impressiona. Seu nome é referência em todo o Brasil como nome de escolas, ruas e locais públicos para ser lembrado sempre. Aprendi sobre sua história baseado em longas conversas que tive com o historiador gravataense Alberto Frederico Lins Caldas (de saudosa memória, falecido em 2019) sobre sua tese de mestrado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Cleto Campelo queria promover um levante popular em apoio da Coluna Prestes que estava em Pernambuco (um movimento liderado por Luiz Carlos Prestes entre os anos de 1925 e 1927, marcharam com cerca de 1500 combatentes por 25.000 km Brasil adentro. O objetivo era adquirir apoio popular para pressionar o presidente Artur Bernardes) mas teve sua aventura interrompida aqui em Gravatá, morreu em combate vítima de “fogo amigo” pela bala disparada acidentalmente da arma de um dos seus combatentes. Uma episódio que aconteceu a exatos 100 anos, dia 18 de fevereiro de 1926 e que não foi lembrado aqui em Gravatá. Nem um flor. Nem o Diretor do Memorial de Gravatá, que se diz historiador se lembrou e também ignorou a data. Sob que um gravataense deixou uma rosa no local onde tombou Cleto Campelo no dia 18 de fevereiro de 1926, à exatos 100 anos.

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